R$ 500 do FGTS viram “isca” para golpes no WhatsApp

A retirada de até R$ 500 do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que começa hoje, de acordo com o calendário definido pela Caixa Econômica Federal. Mas, antes mesmo do dinheiro estar nas mãos dos trabalhadores, entidades de proteção ao consumidor já alertam para golpes que vêm sendo disseminados pela internet.

O mais comum utiliza o saque como “isca” para atrair os trabalhadores a clicar em links maliciosos. As mensagens podem vir pelo WhatsApp, e-mail ou até SMS, e parecem ter sido enviadas pela própria Caixa.

“Os links vêm acompanhados de mensagens que atraem o trabalhador: ‘Veja como você pode sacar o FGTS e quanto você tem disponível’, por exemplo. Depois que a pessoa clica, o link pede mais informações, como dados bancários”, explica Juliana Moya, especialista da associação de defesa do consumidor Proteste.

De posse das informações preenchidas pelo usuário, o golpista pode fazer cadastros falsos em nome do cidadão e até mesmo realizar compras, caso os dados bancários tenham sido inseridos.

Em outros casos, os links maliciosos infectam celulares ou computadores com vírus. Alguns golpistas pedem para que o internauta compartilhe as informações com mais cinco ou dez pessoas, para receber supostos benefícios, diz o MSN.

Desconfiança é prevenção

Por mais que os links pareçam reais, eles não são da Caixa Econômica Federal. O banco já informou que não envia esses endereços, nem pede que os clientes confirmem dados por WhatsApp ou SMS.

Para se proteger, o melhor caminho é não clicar nos links, mesmo que a mensagem tenha vindo de alguém conhecido. “A chance de ser um vírus ou um golpe é muito grande. A orientação é para não responder nem encaminhar essas mensagens”, explica Juliana.

Outro procedimento importante é manter computadores e celulares com programas antivírus, que podem dar o alerta caso os dispositivos tenham sido infectados por agentes maliciosos.

Cliquei em um link estranho. E agora?

Se o trabalhador já tiver clicado em algum desses links e inserido seus dados, a orientação é para que o caso seja reportado à Caixa ou à outra instituição financeira da qual o usuário é cliente. “Também é recomendado fazer procedimentos de segurança, como trocar senhas”, diz a especialista da Proteste.

Para os casos em que os golpistas já tiverem realizado compras com os dados bancários, além de comunicar a instituição financeira, o consumidor também deve fazer um boletim de ocorrência. “Só assim o consumidor pode se resguardar, para não ser responsabilizado”, afirma Juliana.

13/09/2019

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